Domingo, 3 de agosto de 2025, marcou a maior mobilização da direita brasileira neste ano. Sob o lema “Reaja Brasil”, atos ocorreram em pelo menos 62 cidades—incluindo São Paulo, Rio, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Belém, Campo Grande e Recife—com pautas que iam da anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Na Avenida Paulista, milhares se concentraram diante do MASP, em evento organizado pelo pastor Silas Malafaia. Bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel dominaram a cena, acompanhadas de faixas “Fora Lula” e críticas ao STF.
O ex-presidente Jair Bolsonaro não compareceu: desde fevereiro ele cumpre medidas cautelares impostas por Moraes, que o proíbem de sair de casa aos fins de semana e exigem uso de tornozeleira eletrônica. Bolsonaro participou por chamadas de vídeo, enquanto os filhos Flávio (no Rio) e Eduardo (dos EUA) discursaram para os apoiadores.
Figuras como o prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP), os deputados Nikolas Ferreira e Bruno Engler (PL-MG), além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (em Belém), reforçaram a mobilização.
Contexto internacional
Quatro dias antes dos protestos, o governo Donald Trump aplicou a Lei Magnitsky contra Moraes, bloqueando ativos nos EUA e proibindo sua entrada no país. A retaliação aprofundou a crise diplomática e foi citada em discursos como prova de “apoio externo” ao movimento.
Por que pedem anistia?
Os manifestantes defendem que os réus pelos ataques de 8/1/2023 foram punidos “desproporcionalmente”. O STF, porém, sustenta que os atos configuraram tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder. O julgamento dos principais envolvidos—incluindo o próprio ex-presidente—segue em fase de instrução.
Próximos passos
Organizadores prometem repetir a estratégia de “pulverizar” protestos em datas-chave do calendário político, enquanto a oposição pressiona o Senado a analisar pedidos de impeachment de Moraes. Mesmo sem números oficiais, analistas apontam que a adesão superou a do ato de 29 de junho (estimado em 16,4 mil pessoas), mas ficou abaixo dos 300 mil de fevereiro de 2024.
Fontes:

