Na entrevista de 27 minutos publicada pelo Brasil de Fato em 14 de julho de 2025, a cineasta Petra Costa expõe os bastidores, as descobertas e os alertas que motivaram seu novo documentário, recém-chegado à Netflix. Assista no YouTube.
Como nasceu o filme:
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A ideia germinou ainda durante as filmagens de Democracia em Vertigem (2016-2019). Ao presenciar o ex-deputado Cabo Daciolo “ungindo” o Congresso na véspera do impeachment de Dilma, Petra entendeu que a ascensão do fundamentalismo religioso era a próxima peça do quebra-cabeça político brasileiro.
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Quatro anos de gravações e milhares de horas de arquivos depois, a diretora reuniu material inédito que costura depoimentos de Lula, Bolsonaro e do pastor Silas Malafaia, além de imagens de cultos, protestos e dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Principais revelações do vídeo:
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A teologia do domínio – Costa explica que muitos parlamentares seguem a doutrina que prega “cristãos no poder”, ameaçando direitos de minorias e a laicidade do Estado.Brasil de Fato
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Lobby dos EUA desde os anos 60 – Documentos mostram que o grupo evangélico The Family enviou missionários ao Congresso brasileiro durante a ditadura para conter a Teologia da Libertação, contando com apoio de Henry Kissinger.
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Explosão demográfica evangélica – O censo de 2022 aponta 30 % da população e 20 % da Câmara ligados a igrejas, crescimento que coincidiu com a ascensão social dos governos Lula-Dilma e o uso de rádio e TV por líderes neopentecostais.Brasil de Fato
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Poder de Malafaia – Chave para eleger Bolsonaro em 2018, o pastor coordena redes de mobilização online que detonam qualquer pauta sobre aborto, direitos LGBTQIA+ ou meio ambiente.
Por que importa:
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Contexto histórico extra: Evangelização acelerada pelo regime militar, cultos de Billy Graham no Maracanã (1974) e concessões de mídia facilitadas nos anos 2000 ampliaram a base eleitoral evangélica.
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Alerta global: Costa liga o caso brasileiro ao avanço de lideranças religiosas de extrema-direita em Índia, Hungria e EUA, sugerindo um “paradigma exportável” de cristianismo nacionalista.
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Recepção crítica: A obra recebeu 95 % no Rotten Tomatoes e 82/100 no Metacritic e foi ovacionada em Veneza por combinar drones épicos e cenas íntimas que tornam o debate acessível e visceral.
Motivos para assistir:
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Entender como religião, mídia e poder se entrelaçam no Brasil contemporâneo.
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Ver Lula e Bolsonaro confrontados no mesmo filme por uma voz autoral feminina.
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Refletir sobre estratégias de desinformação que ecoam em democracias do mundo.



