O Ministro Alexandre de Moraes classifica infração como “isolada”, mantém tornozeleira e ameaça prisão se ex-presidente repetir violações.
O que aconteceu
O ministro, relator do processo que acusa Jair Bolsonaro de articular um golpe, recusou pedido de prisão por suposta violação da proibição de usar redes sociais, alegando que o episódio foi pontual. As demais restrições — tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e fins de semana, veto a contatos externos e passaporte retido — permanecem.
Moraes alertou que qualquer novo descumprimento resultará em detenção imediata. Ele já havia dado 24 h para a defesa explicar a divulgação, em perfis de terceiros, de trechos de entrevista na qual Bolsonaro exibiu a tornozeleira e criticou o STF.
Contexto ampliado
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Processo do golpe: o julgamento de Bolsonaro e outros 80 réus começou em 19 de maio de 2025; eles respondem por tentativa de anular a eleição de 2022 e instaurar estado de sítio.
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Pressão externa: Donald Trump, aliado de Bolsonaro, ameaçou tarifa de 50 % sobre exportações brasileiras e comparou o caso a seus próprios processos.
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Retaliação diplomática: o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, revogou o visto de Moraes e de colegas, acusando censura.



